quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

A Fuga das Regras

ou Porque eu não devo fazer as jogadas "automaticamente"?

Sim, o título é ambíguo. =)

Quantas vezes já não vimos um iniciante sendo ajudado por um jogador mais experiente, ou mesmo um jogador experiente pegando um deck que ele nunca usou antes, e seus instrutores começam a alegar "no seu segundo turno você faz carta X sempre que você tiver", ou então "essa carta aqui vai no deck exclusivamente para fazer tal coisa". Até aí, sem grandes problemas, o maior problema é quando a pessoa te leva ao pé da letra, e aí se transforma naqueles cavalos de corrida, que tem uma viseira que permitem que eles olhem apenas para frente! Isso é um absurdo!

Imaginem por exemplo um deck hipotético qualquer que tenha grandes dificuldades para lidar com Manlands. Na segunda partida, você sobe do seu sideboard para seu deck 4 Fulminator Mage, a fim de lidar com as Treetops do seu oponente. E lá está você, no seu quinto turno, com 2 fulminator na mesa e seu oponente com dois terrenos, e você não os destrói, porque os fulminators devem quebrar as treetops.

Dá pra notar o problema de se jogar automaticamente? É lógico que você vai falar "ah, ninguém faria isso, é muita falta de bom senso!". Verdade! Mas existem outros exemplos mais sutis que acabam passando despercebidos.

Um exemplo bom é na época em que tínhamos tanto o Force Spike como mais tarde o Mana Tithe. A via de regra, você só devia jogá-los quando seu oponente não pudesse pagar essa mana, mas em várias ocasiões, tirar a mana do jogador podia impedir, por exemplo, uma cólera.

Me recordo do Tipo2 na época de sétima edição, bloco de odisséia e de investida. Estava jogando de UW control (rogue), enquanto meu oponente pilotava um UG. A partida era relativamente simples pra mim, até que caísse uma Genesis no cemitério do meu oponente. A partida já estava em 1x1, e então, com 7 manas, meu oponente fez a Genesis, ficando com duas manas desviradas.

Eu, por minha vez, tinha 4 manas desviradas, e na mão eu tinha um Force Spike, uma Counterspell e um Syncopate. Era óbvio que meu oponente também tinha uma counterspell na mão, e também era certo que ele queria a Genesis no cemitério dele, mas eu tinha que anulá-la, caso contrário ela me colocaria pressão o suficiente. Qual você acha que era a jogada correta?
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Até hoje eu não sei se fiz a jogada certa, embora ela tenha funcionado. Eu simplesmente fiz aquela cara de "só me faltava essa" e joguei o Force Spike. Meu oponente pagou 1 e tomou na sequência o Syncopate para 2, que ele não pode pagar. Ele chegou a me mostrar a counterspell, e perdeu a partida no mindtrick, partida essa que estaria acabada se eu jogasse "no automático". Caso eu tivesse feito logo de cara o Syncopate, eu teria tomado a Counterspell, e aí estaria com uma Genesis na mesa que eu nunca mais poderia lidar. A jogada mais certa do meu oponente, seria ter deixado a Genesis ser anulada pelo Force Spike. Entendam, NINGUÉM JAMAIS instruiria uma pessoa a tomar um 2-por-1 desse jeito, como eu tive que fazer. Por outro lado, meu oponente deve ter sido regrado com "ao tomar um force spike, se você puder pagar, PAGUE". Desse jeito ele não percebeu que a Genesis seria boa tanto na mesa quanto no cemitério, que a vitória dele chegaria de um jeito ou de outro, e não conseguiu ver as consequências da jogada dele.


Percebam que mesmo se meu oponente tivesse jogado certo e deixado a Genesis ser anulada pelo Force Spike, eu mesmo assim teria saído na vantagem, já que ia ter usado uma carta "inútil" naquele ponto do jogo para anular uma criatura 4/4! Embora eu tivesse POUQUÍSSIMAS respostas, eu teria dois counters na mão e alguma disposição para tentar voltar ao jogo.

Se você é um leitor assíduo do blog, notará que esse artigo faz uma abordagem muito semelhante ao O Poder das Escolhas. Eu lamento, mas esse assunto é tão amplo, que sempre a um novo jeito de abordá-lo. Minha idéia era totalmente diferente, mas o texto começou a ter pontos-comuns, a fuga das regras e a análise das possibilidades para escolha da melhor jogada. Isso é tudo que você tem que fazer para chegar ao topo, as vezes você fará isso de um modo fácil, outros difíceis. Nem sempre você vai acertar quando tentar inovar, mas a experiência é o maior dos ganhos que você pode ter, porque Magic muda toda hora, mas é sempre igual! O que você aprende hoje é apenas remodelado mais tarde, mas continuará como você aprendeu, e um bom jogador continua sendo um bom jogador por longos tempos!

Espero que tenham gostado! E não esqueçam de comentar!

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

T2: Revendo e Analisando as Criaturas do Formato

Quais seriam as melhores criaturas do tipo 2? Essa é uma abordagem que pode gerar páginas de discussão, e aqui nesse post venho explicar quais as minhas chamadas.


Entendam, é lógico que Cenn Fenecido é uma ótima criatura, mas no deck de Kithkins. Existem muitas criaturas boas em decks específicos, mas não são tantas as criaturas que são boas em "qualquer" deck. Quando eu digo qualquer deck, me refiro a uma versatilidade boa, que faça com que ela possa ser uma criatura chave de algum deck, e/ou figure em várias listas.

Para começar a lista, venho falar de um certo elemental que tem aparecido em sideboards e em decks cujo nome é a própria carta. Sim, é dele mesmo que estou falando, aqui está o Reveillark!

Ele joga no side do kithkins e do Merfolks, já teve um deck de combo e atualmente ainda joga em diversas variações de X Lark (Cruel Lark, Esper Lark, Vengeant Lark). Isso porque ele é uma criatura boa na mesa, e joga o oponente num dilema: Fico com o 4/3 na mesa me punindo ou mato ele e me viro contra as criaturas que ele vai voltar? O pior é que ela tem sinergia com tantas outras das melhores criaturas que jogam, citadas adiante!

Figure of Destiny também merece sua citação! Joga em 90% dos melhores decks agressivos, é bom na mesa, é ameaça sozinho, no começo como 2/2 e 4/4, e no final como 8/8. Pode ser buscada com a ajuda de um Patrulheiro de Eos, volta com o já citado Reveillark e ainda é um Kithkin!



Uma criatura que é boa tanto no começo quanto no final do jogo é tudo que um aggro quer, porque dropar ela no turno 2 para pumpar não é ruim, e se você invocá-la com 6 manas na mesa, deixará ela 4/4 ainda no passe e atacará com ela 8/8! Sempre boa, citação garantida!




Vaga-Pensador, na minha opinião, é Hours Concours! Sério, ele é simplesmente a melhor carta de compra do tipo 2! Comprar as 2 cartas por 3 manas e mais tarde vira um Chump Blocker que compra 2 cartas. Sinergia com Reveillark e Manekin, e só não é uma certeza absoluta porque o fadas consegue lidar muito bem com criaturas, o que faz com que ele possa utilizar outras draws, Jace por exemplo. Mesmo assim ele é uma criatura obrigatória em quase todos os decks midrange/control que usam azul, as vezes até forçando o splash, que é fácil de ser feito, já que ele possui apenas uma mana azul no seu custo.



A Facção Vendilion é outra a ser citada! Eu poderia citar o sucesso dela nos outros formatos, mas é no T2 que estou focando esse post, e mesmo no T2 ela é uma criatura excelente!

Nos tempos primordiais, os fadas utilizavam uma fadinha chamada Chatonilda (aka: Pestermite). Ela era boa, já que você conseguia 1 turno com ela prevenindo um ataque e depois ela atacava "legal", com seus 2 pontos de ataque. Mais pra frente começaram a perceber que a Vendilion MATAVA o atacante ao invés de virá-lo, e principalmente, que ela é MUITO forte contra decks de controle. Fazer uma Vendilion te permite tirar uma carta chave ou bomba que você possa ter dificuldade de lidar, ao passo que te dá uma criatura com poder 3 e evasão. Contra os agros, você pode tirar uma ajani ou então um demigod da mão do seu oponente, e ao mesmo tempo trocá-la por um aríete papão. Não te deu exatamente uma card advantage, mas ao menos tira um pouco da card selection do seu oponente!


Esse é, sem dúvidas, o meu "top4" de criaturas, na minha opinião são as mais versáteis e capazes de mudar o rumo de uma partida. No entanto, seria injusto eu deixar apenas essas cartas, com tantas outras que merecem uma citação, então aí vai:


Sim, todas essas criaturas merecem NO MÍNIMO uma citação. Colosso Camaleão é outro exemplo de ameaça sozinho na mesa, difícil de remover graças a sua proteção, ataca forte e resolve o jogo rapidamente. Possui seu nome em todo tipo de deck agro com a cor verde, Naya, Ramp, Elfos, entre outros.

Mogg Fanático SEMPRE foi bom, e desde que foi lançado é utilizado em decks agressivos por ser um dos melhores drops de turno 1. Causa algum dano no começo do jogo e mais tarde por dar um chump block e causar mais um, prevenindo inclusive a vida ganha por criaturas com Vínculo com a vida.





Informantes de Cozinha estão em baixa ultimamente, mas é uma carta simplesmente muito boa, pois tem um razoável poder agressivo (3 de poder por 3 manas) e uma recursividade legal com seu persist. Boa para ataque e para bloqueio, portanto versátil.





O Remador da Gruta das Marés ainda possui pouco espaço no T2, mas é uma criatura excelente. Ele tem um corpo razoável e te dá um "2 por 1" temporário, já que é um capturar pensamento com corpo.








Monge de Guerra Rhox tem a infelicidade de ser do fragmento Bant, que até agora não fez sucesso. No entanto, as coisas podem estar mudando com Conflux, e ele começou a ser a chance de Quick'n'Toast contra o fadas, já que tem um corpo forte e não é tão fácil de morrer, como são os Informantes de Cozinha.









E, para fechar a lista, venho citar uma das mais novas sensações de preço no Brasil e no Mundo:

Sim, com seu preço atual acima dos 20 dólares, e chegando perto dos 60 quando se conversa com Dealers, Cavaleiro da Lua Imóvel vem tendo seus dias de Glória. Motivo? Ele é forte contra o deck de Fadas, já que somente a Mistbind Clique pode com ele. Os tokens de fadas provenientes da Bitterblossom não podem bloqueá-lo, e ele SOZINHO pode ganhar o jogo contra Kithkins, BW Tokens... o formato atualtem suas melhores remoções da cor branca (Oblivion Ring, Condemn, Path to Exile...), e a outra opção são as pretas! Muitas cartas douradas e híbridas também favorecem o fato de que proteção contra duas cores seja muito forte, e Stillmoon é uma excelente carta para o Metagame. Ele não teve tanto valor na época em que Garruks e Colossos vagavam livremente, mas essa não é mais a realidade atual, e ao lado de um Burrenton para evitar os danos massivos vermelhos, Stillmoon vale MUITA coisa.

Na minha opinão, essa são as criaturas que mais merecem valor, por seu espaço em diversos arquétipos e listas. Eu conseguiria citar outras tantas criaturas ótimas, mas acho que se eu fosse citar todas as boas criaturas eu nunca terminaria esse post. Uma vez que a lista está terminada, vem aqui as duas citações honrosas que me sinto no dever de falar:




Semeadora de Tentação é aquela carta que tem pouco valor, mas muito efeito. Roubar uma criatura enquanto se ganha um 2/2 fly é muito forte, e mesmo que você tome uma remoção, ao menos um turno de ataque foi evitado, tal como um ataque seu foi realizado com um bloqueador a menos. Caso ela fique na mesa, é card advantage puro (1 a mais para você, 1 a menos para o oponente), e mesmo com pouco espaço, fica aí a citação.

Arquimaga de Glen Elendra é a criatura que você sempre quer ter na mesa. Ela não deixa de ser uma vantagem também, já que ela pode representar um 2 por 1, mas ela ainda tem sinergia com Reveillark e evita a carta mais jogada do T2 (segundo pesquisa da StarCitYGames.com), Comando Críptico. Isso justifica porque ela já custa cerca de 20 reais e "todo mundo quer".

Não quero falar de mais nenhuma carta, mas não consigo imaginar uma lista de criaturas T2 que não fale de Gaddock Teeg. Tudo bem que ele não está jogando quase nada atualmente, mas ele é aquele velhinho que fica no canto da mesa TUMULTUANDO a partida. Trava quase todos os planinautas, mass removals (não vermelhas), comandos, broken ambitions, entre outras. Quem sabe ele não volta a ver jogo no final de sua estadia no formato standard?

E vocês, que criaturas consideram melhores, num overall? Vale lembrar que não devemos citar criaturas que sejam boas somente em determinado deck, a exemplo de Cenn Fenecido no começo desse post!

Leiam, comentem, divulguem! Abraços e até breve!


ps: quando eu escrevo a postagem, ela fica linda, quando eu ponho no blog, fica uma merda. ;P Maldito layout =Þ

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Desafio #2

Qual o melhor começo de jogo possível?


Você está jogando de Mono Red. Sua mão inicial é muito boa, contando com:

x1
x1
x2
x2
x1

Pressupondo que você não saiba qual é o deck do oponente, qual seria a melhor jogada caso:

a) você começasse;
b) seu oponente começasse e fizesse um riacho vívido;
c) seu oponente começasse e fizesse uma planície;
d) seu oponente começasse e fizesse um Cume dos Ventos Velozes;
e) seu oponente começasse e fizesse um Conclave Feérico;
f) seu oponente começasse com uma planície e um Homunculus Real;
g) você quisesse matar seu oponente o mais rápido possível, sem depender de compras específicas.

Vale lembrar que você pode supor algumas compras, mas explique exatamente (eu faria mana tal, se eu comprasse a carta X faria isso, senão faria isso, etc) como isso afeta suas decisões.

Para se basear, imagine que essa é a lista do seu deck, argumente a respeito da possível lista do seu oponente, e baseie nisso suas opiniões.

Lembre que a "melhor jogada" é a que maximiza seus objetivos, e cada um pode supor uma coisa, o importante é a fundamentação do seu pensamento, não se você supôs certo ou errado. ^^

Eu poderia dizer quais são suas draws, mas pessoas poderiam "arriscar", baseados nas draws de depois, então prefiro que trabalhem com as probabilidades e digam o que acham que acontecerá.

Eu sei que é um pensamento longo, não precisam responder tudo, respondam o que puderem, voltem a responder mais tarde, e vejam cada opção! Pretendo depois fazer um "Desafio #2 "Resolvido"", comentando as respostas mais completas e mais adequadas. Eu evito fazer isso, já que é prepotência da minha parte eleger a melhor resposta, mas farei o possível para ser democrático. =)

Abraços e bom brainstorming!

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Report: 2º Lugar no release (não oficial) de Conflux

O Release foi realizado na loja CHQ, em Santo André. Eu sei que muitas pessoas vão falar "porque um report desses, já que o evento não é grande, não é de alto nível, entre outras coisas.

O fato é que fui pela primeira vez na loja, e achei o lugar muito bom! Sou uma pessoa que gosta de ir em várias lojas, e lá é sem dúvida um lugar legal. O post vem somente para prestigiar o evento e fazer uma certa propaganda da loja, porque ela merece. =)

Enfim, sem mais delongas, vamos a história.

Eu já estava devendo uma visita lá faz tempo, e achei que o release seria uma boa oportunidade de visitar a loja. Acordei, dei uma pequena verificada no google maps e me dirigi a loja.

Cheguei lá e achei tudo fechado ainda, com uma pequena galera na porta... fiquei esperando e entramos perto das 11 horas. Eu nem pretendia jogar, mas o torneio não ia lotar, pra ser mais exato, tinhamos 12 participantes, e resolvi ser o 13º. Me inscrevi, e antes do torneio começar combinei um split da premiação com o Extorquido (Rafael Quadros) para praticamente certificar que sairíamos com alguns boosters.

Tivemos os anúncios oficiais do torneio e finalmente o seat. Na minha frente, o Extorquido abriu um Jund redondíssimo, com direito a violent ultimatum e muitos drops R/G bons. Ao meu lado, Duley abre um Naya obsceno, com Banefire e outros 8 burns/removals, além de inúmeros bichos. Meu pool eu achei meia boca, tinha Stoic Angel, Aviano Escumadeiro e um Rhox War Monk, mas era só o que tinha de bom no azul. Eu tentei splashar Naya, mas só tinha 21 playables, então acabei optando por fazer um Naya/Jund e abandonar o azul, mesmo com cartas interessantes no azul.

No final das contas, meu deck acabou desse jeito:

1 Estacas Ósseas
1 Cranioceronte
1 Moldura Fundente
1 Elemental do Deslize de Pedras
1 Iguanar Sibilante
1 Esguicho de Magma
1 Forragem de Dragão
1 Rakka Mar
1 Rebocador Visceral
2 Absorver Vis
1 Feitor Grixis
1 Kathari Pestilento
1 Selvagem Nacatl
1 Generosidade Selvagem
1 Guardiões de Akrasa
1 Hidra do Ganhei o Jogo Agora
1 Guarda Costas Rhox
1 Surrador Carniçal
1 Medalhão de Naya
1 Forasteiro de Valeron
1 Insígnia de Distinção
1 Esfera Armilar
1 Panorama de Naya
1 Panorama de Esper
3 Floresta
2 Planície
5 Montanha
5 Pântano

Olhando os decks ao meu redor, achei que meu deck estava mediano, acreditei que dava pra ficar entre os 4 primeiros, com um possível 3-1. O deck do Extorquido estava claramente melhor, e 50% dos jogadores eram iniciantes, então eu acreditava que conseguiria ir bem. Finalmente sai a rodada...

Round 1
Luciano Luquete

Quem conhece o Luquete sabe que ele é dealer, joga só pra se divertir, e é um velho amigo meu, então a partida tendia a ser bem amigável.
No jogo 1 ele veio com o Lodo do Salão Sangrento, seguido de Crescimento Luxuriante e Zumbi do Vale das Escórias, mas o Lodo tomou o Esguicho de Magma antes de causar maiores problemas. Troquei algumas criaturas, cheguei a me deparar com um Resquícios Trôpegos, mas a mesa foi aos poucos se controlando e ele chegou a fazer um Infest 3 pra 4. Até foi um card advantage legal, já que eu tinha 1 na mão e ele 2, mas no meu turno comprei o sétimo land para uma Hidra 10/10, que decretou o fim do jogo.

No jogo 2 ele começou com o drop, na minha opinião, questionável, de Iguanar Tóxico. Fez o Zumbi com unearth denovo, mas não conseguiu o land verde, e quando ele finalmente veio,ele já tinha apenas 7 de vida. Fez um Sculler que tirou meu Absorver Vis, mas eu comprei outro Vis e levei ele a 3 de vida, no turno seguinte meu Valeron Outlander morreu para Estacas ósseas e ele tomou o segundo Vis para garantir o 1x0.

Round 2
Vitor Freidinger - Duley

O Duley tinha um pool obsceno, conforme dito, e fiz a proposta do ID para ele. Motivo? Na minha opinião, os "favoritos" eram Eu, Extorquido, Duley e Paulo (meio player meio juiz da loja). Extorquido e Paulo estavam jogando, com o nosso ID, a gente evitava de pegar qualquer um deles antes da última rodada, e poderíamos ficar em primeiro e segundo tendo um round difícil só na última rodada, em teoria. Ele aceitou.

Jogamos para brincar, eu cometi um erro bizarro quando estava 1x0 para mim e perdi o game 2, no terceiro ele veio redondinho e me atropelou lindamente, com direito a um Battlegrace Angel me surrar.

Round 3
Maurício

O cara era bemmm iniciante, o deck dele devia ter quase 60 cartas, mas em meio a alguns drops estranhos, o cara tinha um deck que rodou MUITO rápido. No game 1, eu parei a 3 pontos de vida quando consegui estabilizar o jogo, mas também ataquei ele de 11 para 0 numa bela jogada, reciclando o Rebocador Visceral, dando Estacas Ósseas no meu Feitor Grixis para tirar o último block e dando unearth no Rebocador E no Feitor, somados ao Guarda Costas Rhox e Valeron Outlander.

O jogo 2 ele veio de drops 2/2 no turno 2, drop 3/1 no turno 3, outro 2/2 no turno 4 e um 4/4 no turno 5. Meu deck floodou, eu cheguei a segurar poucos minutos, mas morri.

Nesse momento, deu tela azul na minha cabeça. Não estava nos cálculos perder esse game, e eu cheguei a trocar o cycle que mata criatura artefato e a ótima Insígnia de Distinação por dois péssimos Wandering Goblins, só para ter mais drops. Tudo bem que os dois vieram na mão, e foram descartados para um Blightning que eu tomei, mas ele veio mais lento, e minha mão veio com muitas criaturas. Eu travei no quarto terreno por uns 8 turnos, mas consegui dropar boa parte da minha mão, cheguei a me assustar quando tomei um Cálice de Ônix e tive que usar até um Naya Charm para voltar um Panorama. Aí os lands vieram e eu consegui o Cranioceros, o Slavedriver e o Vis para a vitória.

Foi bom pra me colocar no lugar e ver que não existe jogo fácil, na menor desconcentração você roda, e quase eu perco o match e qualquer chance de ganhar premiação.

Aí veio o balde de água fria. A idéia perfeita era eu pegar o Extorquido, ele me concedia, eu ficava em primeiro e ele em terceiro caso o Duley ganhasse ou segundo caso o Duley perdesse. FAIL! Extorquido foi emparceirado com o Duley e eu com o... sorry man, já vi o cara várias vezes, mas não lembro do nome. =(

Aconteceu que eu não poderia mais ser o primeiro colocado, pois o Duley teria stands melhores que o meu e o Extorquido mais pontos que eu. Eu precisava ganhar para ser o segundo colocado ou então não ganharia nada. Sem opções, fomos a partida.

Round 4
Não Lembro o Nome =(

O Game 1 ele começou dropando o Rastejador de Kederekt e depois um Tidehollow Strix, mas meus drops começaram a ficar melhores que o dele, ele foi trocando criaturas, e quando chegou a 1 ponto de vida contra 5 meus ele fez a Esfinge Fragmentável, eu voltei de Apocalipse Hidra e ganhei o jogo com a habilidade dela, a 1 ponto de vida. =)

A partida tinha demorado bastante, e o Extorquido tinha acabado de ganhar do Duley, garantindo alguma premiação já. =)

No segundo jogo ele começa com a esfinge no turno 5, graças ao Escultor de Etherium. Eu consigo fazer a Hidra e as Estacas para tirar a criatura dele, depois voltei de Rebocador Visceral, consegui zerar a mesa dele e bater com o Rebocador com uma Insígnia dando +7/+7, deixando ele a 10 de vida. Achei que o jogo estaria bom, já que ele não tinha nada na mesa nem cartas na mão, mas ele comprou um cápsula que trouxe Rakka Mar e a coruja. Eu comprei alguns turnos seguidos de terreno e acabei perdendo o jogo.

Ok, agora era o último game do torneio, valendo a segunda colocação do torneio. Abri uma mão de Montanha, Pântano, Panorama Naya, Vis, Rakka Mar, Elemental de Pedra Deslizante e Iguanar. Fiz no segundo turno o Cycling do Vis para garantir a Rakka Mar, fiz o Elemental seguido da Rakka Mar que foi removida por Drag Down. O Elemental bateu 2 e eu voltei ainda de Forragem de Dragão e Iguanar Sibilante. Segui atacando forte com o elemental e cheguei a fazer também um Cranioceros "for the win". Joguei muito mal uma hora, porque levei ele a 3 de vida com uma criatura (não lembro qual, mas não era forte), e eu tinha uma Estacas ósseas na mão. Eu devia ter matado um Goblin meu e a criatura dele para deixá-lo a 1 e ganhar na volta, ou mesmo ter atacado com o Iguanar junto que já teria resolvido, mas não fiz nenhum dos dois. Fui displiscente porque não tinha como perder, eu sabia que ele tinha um Ultimato Cruel, e ele resolveu ele, mas foi a 8 de vida, o que não impediu que eu o matasse na volta, embora eu tenha que assumir que joguei errado.

No fim, acabamos em primeiro e segundo, splitando 4 boosters pra cada.

Vale a pena elogiar a loja, MUITO legal, ambiente agradável (embora um calor infernal =P ), barzinho do lado que vende um lanche que vem, sem exageros, NUMA CUMBUCA e passou o jogo do Corinthians. É uma pena que o bar é São Paulino, e vi umas 8 pessoas me olhando feio quando eu, o único corinthiano, comemorei o gol. =)

No mais, conheçam a loja se possível e obrigado pela audiência. =)

Até mais! E não esqueçam de comentar!

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Path to Exile tem lugar no T2?


Ok, foi lançado Conflux, e a carta mais citada de todas é, sem dúvidas, Path to Exile. Lógico que Nicol Bolas tem seu valor alto, e Volcanic Fallout "ganha de fadas", mas a carta que tanto faz barulho é a "nova espadas em arados".

Mas o que faz esse tal de Path to Exile (PtE de agora em diante) ser tão badalado?

Simples, ele é uma carta de uma mana que remove de jogo qualquer criatura. Se você pensar com calma, isso é muito difícil de se ver. Cartas de uma mana que removem criaturas costumam ter drawbacks do tipo você não poder escolher a criatura e perder uma junto, ou então tem que destruir a criatura mais fraca da mesa. Algumas vezes a criatura tem que estar em certa situação de jogo, estar te atacando por exemplo.


PtE não tem drawbacks do tipo. Lógico, ela tem um drawback (senão seria uma das melhores cartas do jogo), mas o Drawback dela lembra o de espadas em arados, é um drawback "irrisório".

Não comparando as duas cartas, mas esse drawback não é absurdo. Começa que você pode estar utilizando essa carta em uma Mutavault por exemplo, o que é uma ótima troca (um terreno por outro, só que você tirou o que te ataca). Existem outros "manlands" (terrenos que viram criatura) jogando, e a troca vale muito a pena, em 99% dos casos. Fora isso, existem algumas cartas como Demigod of Revenge, que possui uma recursividade ótima, que pode simplesmente se acabar perante um PtE.

É lógico que se você vai usar 4 removals apenas no seu deck, não vale de muito usar 4 PtE. Eu digo, imagine se o oponente faz uma criatura que lhe compensa remover logo nos primeiros turnos, você não vai querer adiantar um land dele no começo, certo?

Esse é o argumento que faz muitas pessoas dizerem que é ruim. Digo, porque não usar uma remoção que não dê land para o oponente? Existem várias no ambiente, entre elas cito principalmente Condemn, Oblivion Ring e Unmake.

Esse argumento é perfeitamente válido! Porque eu vou querer tirar um Meadowgrain para acelerar um Bode Alado? Limpando o deck do oponente ainda? Affe!

Por outro lado, quando você faz uma Cólera de Deus, é BEM interessante você ter 5 manas para o PtE e um Comando Críptico.

A mensagem que eu quero passar é que PtE não é uma carta óbvia. Você não pode simplesmente jogar várias delas no seu deck e achar que a vitória é inevitável, porque não é assim que funciona! Tem horas que você simplesmente não pode usá-la para não ter coisas piores no próximo turno, mas ao mesmo tempo, quando seu oponente faz uma Oona, PtE é uma das melhores cartas para se ter na mão!

Eu tenho meu set guardado desde já, e tenho certeza que será bom. Existem cada vez mais cartas que abusam do cemitério jogando, os já dito Demigods, criaturas com persist como Kitchen Finks e até mesmo a nova Shambling Remains, que pode figurar a lista do blightning. Um Siege-Gang pode ser útil sem atacar para tomar o condemn, e matá-lo simplesmente pode não funcionar se seu oponente utiliza um Reveillark por exemplo.

Nessas circunstâncias, comecem a pensar se realmente PtE não pode valer a pena. Ele tem desvantagens? Como todas as cartas! Mas ele também tem vantagens, e muitas! Pense bem, se ele fosse "incontestável", todo mundo usaria ele, e magic nunca foi sobre isso, exceto em algumas "correções de absurdos", vide Counterspell x Cancel. A idéia é ter cartas que sejam melhores em determinadas situações, e PtE é pior em alguns casos, mas melhor em outros! Avalie o contexto do seu deck, e veja o que pode rodar melhor, antes de jogar 4 cópias dessa carta num deck em que ela é ineficiente, ou subestimar seu poder e perder jogos por não saber aproveitar a removal mais badalada do novo formato standard!


Deixem seus comentários abaixo!

E prometo tentar atualizar o blog mais vezes, mas é que essa semana aí foi meio complicada...

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Vale a Pena Abrir Boosters de Conflux?

A grande maioria dos jogadores sofrem desse tipo de dúvida quando uma nova edição é lançada. Será que vale a pena comprar boosters dessa nova edição ou é melhor comprar da edição anterior? Aí começa todo tipo de argumento, porque Lorwynn tem Thoughtseize, Garruk, Comando Azul/Preto/Verde, mas Alvorecer tem Mutavault e Bitterblossom, e por aí vai.

Uma verdade? Ninguém sabe! É muito difícil você dizer "o que vale mais a pena", e com certeza não sou eu que vou conseguir falar o que vale mais a pena pra você!

No entanto, vou deixar aqui uma pequena prévia, algumas comparações para você imaginar se vale ou não a pena você abrir boosters da nova edição - Conflux.

Para base de nossa comparação, Shards of Alara possue 229 cartas, sendo elas 68 raras, 61 incomuns e 100 comuns (fonte: Magic Domain). Conflux, por sua vez possui 45 cartas raras, 40 incomuns e 60 comuns, com 145 cartas.
ps:Shards of Alara tem 249 cartas, mas estou desconsiderando os terrenos básicos.

Em um booster de Shards of Alara, tem algumas cartas que queremos tirar, ou porque ela é muito boa/cara, ou porque ela AO MENOS "paga" o booster. Da seleção realizada por mim mesmo, listei essas cartas:

Battlegrace Angel
Elspeth, Knight Errant
Ethersworn Canonist
Knight of White Orchid
Ranger of Eos
Master of Etherium
Tezzeret the Seeker
Ad Nauseam
Gobling Assault
Hells Thunder
Predator Dragon
Ajani Vengeant
Broodmate Dragon
Cruel Ultimatum
Empyrial Archangel
Rafiq of the Many
Realm Razer
Sarkhan Vol
Stoic Angel

Infest
Bant Charm
Esper Charm
Grixis Charm
Jund Charm
Naya Charm
Rhox War Monk
Sprouting Thrynax
Tidehollow Sculler
Wolly Thoctar

Wild Nacatl
Agony Warp
Blightning
Steward of Valeron

Ou seja, 19 cartas raras, 10 incomuns e 4 comuns. Notem que algumas delas não valem nem 1 real, como Agony Warp, mas tomando por base o lançamento da edição, e portanto, você querendo um set desses, digamos que valha a pena abrir o booster. Note também que existem raras nessa lista que não mostraram a que veio, por exemplo Sarkhan Vol ou Stoic Angel, mas são cartas boas que merecem seu lugar na lista. Mesmo que hoje elas não joguem, na época acreditávamos que elas jogariam!

Das 68 cartas raras, 19 delas pagam o booster, ou seja, 28% delas. Com as incomuns, temos 10 para 61, ou seja, 16,5%.

Passando agora para Conflux, pode-se dizer HOJE, que o que "paga o seu booster" é:

Martial Coup
Nyxathid
Scepter of Fugue
Banefire
Bloodhall Ooze
Goblin Razerunners
Cylian Sunsinger
Noble Hierarch
Thornling
Knight of the Reliquary
Maelstrom Archangel
Nicol Bolas, Planeswalker

Celestial Purge
Path to Exile
Esperzoa
Volcanic Fallout
Countersquall
Ancient Ziggurat
Reliquary Tower

Lapse of Certaintly
Wretched Banquet
Might of Alara
Scattershot Archer
Rupture Spire

Ou seja, 12 Raras, 7 Incomuns e 5 Comuns. Lembrando que não estou considerando cartas como Scepter of Dominance, que tem uma opinião mais repartida. Até o momento essas são as cartas que "valem a pena". Se calcularmos 12 cartas raras dentre as 45 totais, teremos um total de 27% de cartas raras, e dentre as incomuns, 7 para 40 nos retorna um valor de 17,5% das incomuns são boas.

Chegando ao "Confronto Final", teremos que entre as raras, 27% de Conflux contra 28% de alara, e dentre as incomuns, 17,5% de Conflux contra 16,5% de Alara!

Lembrando que algumas cartas incomuns de Conflux tem preços que as incomuns de Alara nunca alcançaram, a exemplo de Path to Exile, que tem custado cerca de 10~12 reais, ou seja, uma incomum que paga o booster!

Ainda só para citar: Wall of Reverence está custando MUITO pouco, e por isso não foi nem colocada na lista, mas ainda assim é uma carta que MUITO provavelmente irá jogar, então acaba sendo bom você possuir um set (ou 2~3 dessas) para jogo!

Se vale a pena abrir boosters de Conflux, isso só você pode dizer, mas agora você pelo menos tem alguma base para avaliar qual edição tem "mais cartas raras".

Lógico que muitas pessoas vão "discordar" da análise, dizer que eu coloquei cartas que não pagam o booster, e deixei de incluir outras que deveriam estar na lista, mas cabe a cada um fazer suas próprias modificações para avaliar o que vale ou não a pena!

Espero acabar com as indecisões do tipo "vendo ou abro o booster?", que sempre surgem após uma boa colocação no evento. =)

E se experiência própria conta, eu abri dois boosters de Conflux, e veio um Nicol Bolas e um Malfegor (que pelo menos é Mítico!).

Abraços e espero que tenham gostado!

Gostou? Comenta!

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

LUTO: Morre Hederson Barcelos

Pretendia atualizar aqui hoje normalmente... mas como boa parte deve saber, ocorreu uma tragédia...

Pretendo editar depois esse post... por enquanto... fica apenas o link...

Tópico na Ligamagic Explicando a Situação

Desculpem a todos, aguardem atualizações amanhã...

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Desafio #1

Pois é, para permitir uma maior interação do blog e os usuários, vou postar aqui uma série de "desafios". Alguns serão quanto a melhor jogada a ser feita em determinada situação, outras serão sobre regras. De uma forma ou de outra, postem aqui suas opiniões/devaneios!


Desafio 1: Kithkin vs MonoRed

A partida que usualmente já é "fácil" para o kithkin se encaminhou para uma situação praticamente resolvida. O MonoRed está te atacando com uma Figure of Destiny já 2/2 e possui 3 montanhas desviradas. Você, por sua vez, tem um Soberano de Cardovale e um Patrulheiro de Bode Alado e as 3 fichas de kithkin. Seu oponente tem 5 cartas na mão, e você tem 2, sendo que uma delas é um Mirrorweave. Seu oponente já desceu um terreno esse turno, ele tem 20 pontos de vida, e você 9. Qual jogada seria a melhor, e porque?

A maioria das pessoas vai ler isso e pensar "o jogo já está ganho, qual a diferença entre tomar, bloquear ou seilá o que?". Essa é a diferença entre um bom jogador e um jogador mediano, a busca pela melhor jogada, porque indiferente da partida estar definida ou não, sempre existe uma melhor jogada. Esse tipo de "brainstorming" te leva a buscar sempre a melhor jogada, e assim, as vitórias são apenas consequência.

Esse é o primeiro post de uma série, e gostaria de receber qualquer tipo de feedback. =)

Deixem sua opinião/resposta nos comentários! Muito obrigado pela audiência, e até amanhã!

Conhecendo o Magic: the Gathering

Então, sexta-feira, semana com textos fracos... você tem algum amigo que você acha que gostaria do jogo, mas nunca foi apresentado? Sempre tem aquele cara que parece não ligar muito pro jogo, mas que poderia gostar. Ou então aquele que até já te perguntou, mas quando você esboçou um comentário, acabou desistindo.

Esse texto é voltado para uma primeira impressão do jogo. Se você gostar dele, sinta-se a vontade para imprími-lo e usá-lo para apresentar o Magic a potenciais novos jogadores. Eu usei o mínimo de "Magiquês" possível, aliás, só fiz comentário a algo que exija conhecimento se ele passou batido, porque a intenção é você fazer a apresentação INICIAL com esse texto, para aquele pai ou indivíduo que nem imagina do que se trata isso! Sem mais, vamos ao texto.


"Que que esses meninos estão fazendo com esses cartões telefônicos?"

A grande maioria das pessoas enxerga o jogo desse jeito! São "cartõeszinhos desenhados", e quando se pergunta sobre o que estão fazendo, a resposta eterna é "eu seilá?". Tem hora que um compra mais que o outro, aí ficam virando de um lado para o outro...

Como um guia básico, basta você entender o jogo. Embora a fantasia não influencie nas regras (que são claras e objetivas), a mensagem do jogo é: Você é um planinauta! Mas o que é um Planinauta? Um planinauta é uma espécie de Herói, capaz de viajar entre planos. Isso é o que acontece no Magic! Cada edição nova lançada (e acreditem são muitas! Uma a cada três meses!) te leva a um novo plano, e nesse plano, você pode conquistar territórios, aliados, e aprender a realização de magias!

"Peraí, magia? Não quero nada desse tipo para mim..."
Pode ficar tranquilo! Essas "mágicas" são tão inofensivas quanto as que vemos em filmes ou em jogos de video-game! "Fazer uma mágica" é uma ação que envolve simplesmente conceitos básicos DO JOGO, a mesma coisa que apertar os botões do seu joystick! Nada de ações complexas que possam induzir algum tipo de coisa "real". É somente o nome-fantasia, para deixar o jogo mais divertido!

Voltando a explicação, no universo de Magic, os terrenos são repletos de poderes mágicos, chamados de Mana. Esses poderes são renováveis, então todo o poder que você pega em determinado momento acaba voltando para ele e podendo ser reutilizado mais tarde. Com esse poder mágico (mana), você pode invocar criaturas para lutar ao seu lado, jogar mágicas para aumentar os poderes de suas criaturas, para destruir criaturas do seu oponente, entre tantas outras opções!

A mana é dividida em 5 cores, pois cada tipo de mágica é diferente de se jogar. Para conjurar uma mágica de fogo por exemplo, você precisaria de mana vermelha, que vem das montanhas. Planícies adicionam mana branco, Ilhas manas azuis, Pântanos manas pretas e as florestas com suas manas verdes completam as 5 cores do Magic.

Por falar em cores, vale a pena explicar rapidamente o porque delas!

A Cor Branca representa coisas boas! Basicamente, é uma energia boa, relacionada a paz, a ordem, a justiça... Não que ela não tenha poderes para atacar, mas enxergue como os humanos de Senhor dos Anéis. Uma aliança forte, bem estruturada e armada, tanto para defender seu povo como para massacrar seus inimigos. Ela prega a igualdade, o bem e o valor da honra! Seus poderes costumam ser muito fortes para quebrar encantamentos, e a cor é inimiga natural do Caos (vermelho) e do Mal (preto), enquanto é aliada da Natureza (verde) e da Mente (Azul).

A Cor Azul representa a mente. Conhecimento, sabedoria, lidar com os outros. Ela pode evitar que as mágicas sejam jogadas, desfazer mágicas que foram feitas, e logicamente te obter mais conhecimento, pois isso é o que realmente importa. Construir artefatos mágicos também tem muita relação com a cor azul, que costuma não ter grande poder bélico, mas possuir uma grande influência nas guerras ocorridas nesse universo. A cor é inimiga do Caos (vermelho) e dos Instintos provenientes da natureza (verde), mas é aliada das cores mais ordenadas, sejam elas Boas (branco) ou Más (preto).

A Cor Preta é a maldade. Egoísmo, Poder e justificar os meios através do final. É comum você sacrificar alguns meros peões para conseguir chegar aonde quer, acabar com a vida, ou conseguir mágicas extremamente poderosas ao custo de alguns pontos de vida. Ressucitar Mortos-Vivos para lutar ao seu lado e destruir criaturas de seus oponentes são só alguns exemplos do que a mágica conjurada com essa mana pode fazer. Logicamente a cor é inimiga do Bem (branco) e de toda a protuberância da vida que a Natureza (verde) possui, mas se dá bem com os Poderes Mentais (azul) e com o Caos (vermelho).

A Cor Vermelha é o puro Caos e Destruição. Agir no ímpeto da emoção, destruir o que há pela frente, conjurar mágicas destrutivas, isso é o que um mago vermelho faz! Bárbaros sem lei, mágicas capazes de incendiar oponentes e criaturas, além é claro de elementais explosivos, com alto poder destrutivo. Uma cor caótica, que se dá bem com os instintos da Natureza (verde) e com o poder destrutivo e Maligno (preto), mas não com a Ordem (branco) ou com a irritante mania de pensar antes de tudo (azul).

Por fim, a Cor Verde é a natureza, animais, druidas, seres da floresta! Um bem diferente, instintivamente natural. Uma mágica verde pode invocar poderosos fenômenos da natureza para ser muito destrutiva, mas também valoriza o coletivo, o bem-maior. Desde pequenos elfos e esquilos até grandes Bestas e outras criaturas, todas prontas para lutar ao seu lado. O mago verde também costuma estar sempre pronto com mágicas que ampliem o poder de combate das suas criaturas, valorizando sempre a vida. Seu instinto é natural e inocente, se dando bem com a Bondade (branco), mas também com o Ímpeto de outros selvagens (vermelho), mas não com o conhecimento (azul) ou com a morte (preto).


O Magic tem essas 5 cores por um motivo. Além de conseguir representar todo tipo de personagem e ação, cada cor possui duas aliadas e duas inimigas, completando assim o Pentagrama essencial do Magic. Atrás de qualquer carta existe esse pentagrama, e lá você pode ver que cada cor tem duas cores adjacentes (aliadas) e duas cores opostas (inimigas). É assim que funcionam as alianças no mundo do Magic.

Existem também itens que pedem manas INCOLORES. Isso significa que como um construto, qualquer um é capaz de utilizá-lo, pois ele não tem consciência ou ideais, e tanto faz a cor da mana utilizada para invocá-lo.

Para entender um pouco melhor o jogo, saiba que cada carta possui, no canto esquerdo, no meio, o seu tipo. O tipo da carta revela o que ela é no jogo, ou, melhor explicando, se estiver escrito:

Terreno, essa carta é um território, que te fornece mana (poder mágico) para jogar suas mágicas;
Criatura, com poderes mágicos você pode conjurar uma mágica de invocação, que te trará a criatura representada na carta para lutar por você;
Feitiço, mágicas de conjuração complexa, com efeitos muitas vezes fortes;
Mágica Instântanea, mágica de rápida conjuração;
Encantamento, uma mágica de efeito duradouro;
Artefato, item que pode ser utilizado por você ou seus exércitos;
Planinauta, um aliado especial, com poderes equivalentes aos seus.

Seu objetivo é conquistar territórios, ou seja, expulsar outros planinautas daquele território. Cada partida de Magic é um Planinauta vs outro (você e seu oponente), lutando pelo território alheio. É por isso que antes jogava-se apostando uma carta do seu baralho, para representar o território ganho. Fazem mais de 10 anos que isso não existe mais, e atualmente as apostas são TOTALMENTE PROIBIDAS, ou seja, você nunca, sob hipótese alguma, perderá suas cartas jogando.


Só para recordar, você tem criaturas que lutam por você, seja atacando seu oponente ou te defendendo, mas a grande maioria das criaturas não pode fazer ambos! Ou seja, ela pode ficar parada ao seu lado pronta para te defender, como também pode sair de perto de você para atacar outros jogadores! Essa é a graça do jogo, a sua estratégia define tudo! Você pode optar por usar criaturas que te defendam a todo custo, ou atacantes suicidas! Mágicas que destruam as criaturas do oponente, ou que evitem que suas criaturas sejam destruídas! Ou ainda, ambos, construindo uma defesa e um ataque sólidos! Só você quem decide isso, e seu oponente não saberá o que está acontecendo até ele decifrar sua estratégia, coisa que você também tentará fazer!

Eu definiria Magic como um Xadrez divertido. Imagine todas as opções que um jogo de Xadrez oferece, com toda a diversidade e possibilidades que o mundo fantasioso agora apresentado tem! Diversão inteligente, abusando da imaginação e do raciocínio lógico dos jogadores!

Vai dizer que não ficou com vontade de jogar pra conhecer... ? =)

Texto por Cauê Paulo "Chineis" Hattori




Gostou? Comenta! Esse post será linkado diversas vezes, pois será ele meu portal para tentar conseguir parcerias na blogosfera de blogs NÃO-relacionados a Magic!

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Sem Atualizações =\

Bom, como algumas pessoas notaram, o blog não foi atualizado ontem, e provavelmente não será hoje, devido a certos problemas ocorridos.

Como a grande maioria sabe, eu sempre escrevo meus posts do meu trabalho, lugar aonde tenho bastante tempo livre e acesso fácil a um computador (espero que meu chefe não jogue Magic ;Þ ). Ontem acabei faltando no trabalho graças a uma lesão leve no meu tornozelo, e desde segunda-feira venho acompanhando, 8 horas por dia (as 8 que estou no trabalho) um problema relacionado a certificação digital, que precisa estar operante no dia 15. Lógico que trabalhar o tempo todo é uma coisa nova para mim =Þ, então não estou conseguindo fazer as atualizações prometidas. Somado a isso, ainda estou escrevendo uns textos para algumas possíveis parcerias, o que também está me tomando tempo, mas essa situação deve ser resolvida logo, e aí tudo volta ao normal. ^^

No mais, já que muitas pessoas devem ter entrado "só" para ler isso, aproveitem e respondam a enquete nova. =)

Abraços a todos, e se tudo der certo, até amanhã!

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Porque a Aves do Paraíso é mais cara do que o Sacrogenitor?

Sim, o texto, pelo título, parece cretino. Agora pensem, quem aqui não conhece nenhum jogador que no começo de sua carreira, em época provavalmente pouquíssimo gloriosa, realizou trocas "excelentes", como sua Aves do Paraíso sendo trocadas por um maravilhoso e gigantesco Estouro de Rinocerontes?

A grande questão é que mesmo fora de casos discrepantes, as pessoas não conseguem entender quando estão começando, porque exemplos menores, como um Akuba Iníquo pode ser melhor do que uma criatura 6/4.

Confesso que isso é uma situação difícil. Eu digo, qualquer um de nós consegue perceber isso, mas é algo tão óbvio para jogadores mais sérios que fica até difícil você tentar explicar. É a mesma coisa que tentar explicar porque um carro te machuca quando te atropela... as pessoas não costumam fazer contas de peso e força do impacto, você simplesmete se machuca/morre!

Da mesma forma que Danação é MUITO, mas a ponto de não merecer uma comparação com Vento Pestilento. Eu quero dizer, é muito melhor resolver um Plague Wind a uma Danação, mas as pessoas esquecem dos empecilhos que fazem com que seja MUITO mais fácil resolver uma Danação do que um Vento.

Tentarei me basear em argumentos e cálculos exemplificados para poder mostrar e convencer as pessoas o porque de grande maioria das cartas não ver jogo.

Caso Número 1: O Falso Mulligan
Muitas vezes nos vemos na situação do mulligan. Quando temos na mão um Terror e o deck do seu oponente só tem criaturas pretas e artefatos por exemplo, você pode dizer que mulligou, mesmo tendo 7 cartas na mão. Um Ultimato Cruel na mão inicial também é um mulligan, porque você poderá jogá-lo, com sorte, no sétimo turno. Se sua mão tem 4 terrenos, duas mágicas e um Ultimato, você pode contar como um mulligan, pois você tem 4 terrenos e duas mágicas apenas, sabendo que não pode contar com essa mágica para "desenvolver seu jogo".

Por esse motivo os decks usam poucas cartas de custo muito abusivo ou utilidade muito situacional. Esse é o motivo pelo qual você NÃO usa Godsire em deck algum. Ele é um mulligan, e quando ele FINALMENTE cai na mesa, se cair, óbvio, ele é alvo fácil de qualquer coisa que seu oponente tenha.

Vale lembrar que várias cartas "proibitivas" jogam em decks, o Ultimato Cruel por exemplo, mas você não pode usar 4 deles, pois se abrir 2 deles na mão inicial, você mulligou para 5, então valerá mais a pena mulligar de verdade para ter 6 cartas na mão (correndo o risco de um "novo mulligan" se ele sair na mão novamente).

Caso Número 2: O impacto Causado
Lembra do exemplo inicial de Akuba x Serpente? Imagine só que você tem a Serpente e começa o jogo. Você faz um terreno, enquanto seu oponente também. Você faz outro terreno, e seu oponente o Akuba. Você faz o 3º terreno e toma 5 pontos de dano (seu oponente fez outro terreno). Digamos que você consiga o 4º terreno e jogue uma aceleração de mana, você tomará mais 5 de dano (seu oponente não fez o 4º terreno!) e finalmente, com 10 de vida a menos e 3 terrenos a mais, gastando uma aceleração, você consegue descer sua criatura 6/4. Pode parecer "mentira", mas isso é uma situação plausível. E grande parte das remoções mata as duas criaturas, ou mesmo que seja um "2-por-1", do tipo um Incinerate, você perdeu 10 pontos de vida, enquanto eu não perdi nada.

É lógico que você pode alegar que vai fazer mais criaturas dessas e será difícil para mim, mas eu também posso alegar ter feito uma criatura no turno 1 e outra no turno 3, e ter uma remoção que nem terror para usar antes de atacar. Tentei reduzir ao máximo o exemplo para poder exemplificar, mas se levarmos para um deck completo, sua situação fica ainda pior!

Fora a possibilidade de eu usar algumas mágicas que anulem as suas. Nesse caso, fica ainda pior, pois você tem mais mágicas inúteis (de buscar terrenos para descer rapidamente suas criaturas) e menos chances de suas grandes mágicas causarem impacto (já que existe grande chance delas serem todas anuladas).

Lógico que existem decks que usam criaturas de 8 manas, mas para fazer isso, você precisa pensar 1000 vezes. É necessário usar MUITAS cartas de poucas manas para poderem segurar o jogo, para aí então resolver uma das 3~5 cartas que custam mais manas, e só essas 3~5 vão no deck! Não dá pra gostar de tudo quanto é bichão que parece forte, porque ou a)você já está morto quando ele entra; ou b)ele não causa impacto o suficiente. As cartas que causam esse impacto precisam de um deck voltado a te manter vivo até que você faça isso! Coincidência que o melhor deck do momento usa cartas de custo 2 e 3, com poucas cartas de custa 4 e nada acima disso?

Caso número 3: Morri por um turno!
Acho que vocês já viram muitas pessoas exclamando: "Affe, minha mão estava perfeita, só faltou terreno!". É lógico que elas falam isso, porque uma mão sem terrenos tem mais cartas, logo, mais respostas! Então é lógico que a mão estava perfeita, com exceção desse "pequeno detalhe". Da mesma forma, com um deck repleto de cartas de custo alto você terá muitas vezes a sensação de que "só faltava um terreno" para você jogar uma mágica ulta-poderosa-que-com-certeza-ia-ganhar-o-jogo. Falsa ilusão, porque seu oponente provavelmente poderia lidar com ela (anulando, voltando com mais drops fortes, coisas do tipo...).

Caso Número 4: O Golpe de Tempo
O golpe de tempo é óbvio. Se você desce uma criatura excepcional NA MESA, como um Príncipe dos Servos, e toma no passe um maravilhoso Bumerangue (se você quiser falar que não é uma carta do ambiente, é porque estou te poupando de falar do Comando Críptico, que poderia logo anular), você acaba de tomar um time walk! Sim, pois você não vai conseguir jogar outra mágica ou coisa do tipo, você simplesmente deu um turno inteiro para seu oponente!

Esses golpes de tempo são muito fortes, e por vezes podem definir a partida! Se transformar um Bumerangue numa Distorção do Tempo não é um efeito forte, então honestamente eu não sei o que é.



Vale lembrar que, estatisticamente falando, os decks são construídos com toda uma matemática que te diz se você vai conseguir ou não fazer um drop de uma mana no turno 1 e etc. Apesar de toda a matemática, muitas vezes você "falha", e não consegue isso. Seja por falta de mana, ou falta das cartas corretas. Agora, por pior que seja uma carta de custo 2 com 6 manas na mesa, concorda que é MIL VEZES PIOR uma carta de custo 6 com 2 manas na mesa?

Aves do Paraíso é uma carta muito boa. Ela é um segundo terreno que pode ser descido no turno. Trocando em miúdos, se você acha que o Monge Rhox é bom, imagine ele sendo descido no segundo turno? Ela pode ser pífia, quase inútil, quando em combate, mas ela tem outras muitas funções. Criaturas que jogam SOMENTE por seu P/T (Poder e Resistência) são raríssimas! Um exemplo delas é o Tarmogoyf ou até mesmo o gatinho, mas notem, eles tem potencial para terem seu P/T como o TRIPLO do seu custo de mana! Isso é o que é necessário para a carta jogar! Efeitos bons (Ímpeto, Manto, Não-Pode-Ser-Bloqueado) em combinação com a carta!

Façam uma analogia com o Xadrez. O que é valorizado no Xadrez? A movimentação das peças! Elas não tem custo de mana, mas quanto mais ela se movimenta, menos dela você tem! Por isso você tem vários peões, que são muito limitados, e apenas uma rainha, que tem movimentação livre! Você pode usar cartas pesadas, isso vai de seu gosto! Tem jogadores que gostam de trocar peças para poder finalizar com a rainha, outros preferem sufocar com suas peças menores! Todas as estratégias são boas, desde que bem preparadas!

E daí sai a lição de saber o que faz! De entender que uma carta que destrói todas as criaturas "As minhas também? SIM!" é boa! Lógico, você não vai fazer um deck com 34 criaturas, 22 terrenos e 4 dessas cartas, mas ela pode ser encaixada, e merece seu valor!

Acredito que a grande parte dos que leram esse post devem ter pensado "pow, eu já sabia tudo isso!". Esse texto é sem dúvida mais voltado para jogadores iniciantes, e estou preparando um mega-primer-conhecendo-o-jogo para as novas parcerias que pretendo arrumar, então essa semana tende a ser uma semana "for-tokens". =) No entanto, vou tentar ao máximo fazer com que esses textos sejam o mais interessantes o possível, para não perder o público. =)

Muito obrigado a todos os leitores, dúvidas, sugestões, reclamações ou comentários, deixem aqui mesmo ou enviem para caue.hattori@gmail.com!

Abraços e até amanhã!

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Conflux Review: Especial - O Impacto no Vintage/Legacy

Eae pessoal, beleza?

Conforme prometido, aqui está o review de Conflux, visando agora o ambiente Eternal, ou seja, o Vintage (T1) e o Legacy (T1.5).

Meu conhecimento no formato é pequeno, e por isso eu não soube fazer as respectivas avaliações antes. Pedi então para que o Bruno Tietê (Potira, Índio, entre outros apelidos preconceituosos) fizesse essa análise. Ele me mandou um texto a ser editado, mas achei bom o suficiente, então só arrumei questões de Layout mesmo.

Sem mais delongas, segue aí o review de Potira, na íntegra!









Olá!
Fevereiro está aí e trás consigo novas 143 cartas pro pool do Eternal. O Chinês me pediu que desse uma olhada no set pra palpitar sobre o que me parece digno de nota nos formatos maiores, então aí segue.
É importante notar que nem todas as cartas boas são usadas no Legacy e/ou no Vintage. Muitas vezes, o ambiente se torna hostil a uma ou outra estratégia. Isso não quer dizer, no entanto que a carta seja objetivamente fraca. Um exemplo claro disso é Goblin Soldador. A carta é uma presença constante no Vintage, onde gera todo tipo de bigode. O Legacy, com todas as suas criaturas e, consequentemente, remoções torna curta a expectativa de vida do 1/1.
Vou tentar avaliar as cartas levando em conta a existência de um lar, além de sua qualidade.
Ao meu ver, se destacam as seguintes:

Celestial Purge - 1W
Instant (Uncommon)
Remove target red or black permanent from the game.
"Our spirit is stronger and cannot be broken; you cannot outlast us, and we will defeat you" - Bant Credo
Celestial Purge é o mais perto que se chega de uma Explosão Elemental do Branco. O custo 2 é sim um entrave à aplicação imediata, mas ainda assim a versatilidade e originalidade do efeito podem colocar a carta em sideboards. Especialmente como wish target. No Legacy atual Countryside Crusher, Tombstalker, Dark Confidant, Seismic Assault e uma multidão de goblins seriam os alvos principais. O fato de que a maioria dos alvos é removível com Path to Exile, no entanto, é um ponto contra, mas a carta tem seu valor.

Court Homunculus - W
Artifact Creature - Homunculus (Common)
Court Homunculus gets +1/+1 as long as you control another artifact.
1/1
Tem seu charme em alguma lista torta de Affinity/WW.

Lapse of Certainty - 2W
Instant (Uncommon)
Counter target spell. If that spell is countered this way, put it on top of its owner's library instead of into that player's graveyard.
Grita tempo! Mas fato de que Memory Lapse nunca é visto acaba me deixando desconfiado. 2W é um custo fácil de se fazer numa base de mana de Angel Stompy.

Martial Coup - XWW
Sorcery (Rare)
Put X 1/1 white Soldier creature tokens into play. If X is 5 or more, destroy all other creatures.
Illus. Greg Staples
#11/145
Sofre com a comparação com Decree of Justice, especialmente em termos de sinergia com Landstill.

Path to Exile - W
Instant (Uncommon)
Remove target creature from the game. Its controller may search his or her library for a basic land card, put it into play tapped, then shuffle his or her library.
Essa carta é boa. Eu certamente vou arranjar um playset. As questões seguintes são: Em que decks e situações ela supera Plowshares? Quanto vale um terreno em termos de tempo? Mais ou menos do que 5 pontos de vida?
No late game essa carta brilha, bem como em decks aggro, como zoo e ainda contra bases de mana mais temerárias
Essa carta tem pelo menos 2 impactos imediatos no formato: UWb Cunningstill tem mais estímulos trocar a cor do splash, dado que não precisa mais do Pacto na Wish board (a escolha provável é verde). Além disso, as listas vão ter mais basics em 2 meses do que tem hoje. Existe uma série de decks no formato sem terrenos básicos, desde o óbvio Affinity até o fenômeno do momento, Team America. Esse, em especial, tem muito a perder pra uma remoção perfeita de 1 mana.
Path to exile é, na pior hipótese, Plowshares 5 a 8. Agora é preciso descobrir que deck pode se beneficiar disso.

Sigil of the Empty Throne - 3WW
Enchantment (Rare)
Whenever you play an enchantment spell, put a 4/4 white Angel creature token with flying into play.
Kill condition pra Enchantress que não depende do deck engrenar em sick mode. Tem potencial.


Controlled Instincts - U
Enchantment - Aura (Uncommon)
Enchant red or green creature
Enchanted creature doesn't untap during its controller's untap step.
Pior que Mind Harness.

Esperzoa - 2U
Artifact Creature - Jellyfish (Uncommon)
Flying
At the beginning of your upkeep, return an artifact you control to its owner's hand.
4/3
Esperzoa exige uma comparação com Sea Drake. O drawback do Zoa é eterno, mas irrelevante com Seat of Synod, Mox sem imprint ou Cálice pra 0. O do Drake é um puta golpe de tempo, mas só acontece uma vez no jogo. Acho que ambos são muito semelhantes, e é possível que as listas de Faerie Stompy ou AfFOWnity vão acabar se adaptando pra usar o novo brinquedo. A maior fraqueza é o potencial de transformar Wastelands em Timewalks.

Ethersworn Adjudicator - 4U
Artifact Creature - Human Wizard (Mythic Rare)
{1}{B}{W}, {T}: Destroy target creature or enchantment.
{2}{U}: Untap Ethersworn Ajudicator.
4/4
Eu tenho um deck que amaria essa carta se ela não precisasse de mana preto. Como está, é uma kill condition que pode ser recorrida tanto com Ruins quanto com Stronghold, mas nesse quesito Etched Oracle é melhor porque se protege de Swords to Plowshares.

Inkwell Leviathan - 7UU
Artifact Creature - Leviathan (Rare)
Islandwalk, trample, shroud
"Into it's maw went the seventh sea, never to be seen again while the world remains." -Esper Fable
7/11
#30/145
Tem potencial. É melhor que Simic Skyswallower, que viu uma quantidade decente de jogo em sideboards de Oath, e ainda pode ser buscado via Tinker. Não sei se no Vintage atual, essa carta vai arranjar espaço, mas trocar um clock de 2 turnos por um de 3 com shroud me parece honesto em vários match-ups. É o primeiro Leviatan que não é um Camelo Rebelde que presta!

Master Transmuter - 3U
Artifact Creature - Human Artificer (Rare)
{U}, {T}: Return an artifact you control to its owner's hand: You may put an artifact card from your hand into play.
1/2
Illus. Chippy
Essa carta tem recebido críticas elogiosas e nem tanto dos entendidos de Vintage. Enquanto é um Elvish Piper pra uns, deve-se levar em consideração que pode ser pago com Mishra's Workshop. A carta tem um quê de Goblin Welder, deixando você renovar marcadores, abusar de habilidades desencadeadas ou mesmo de complicar o combate.
O fato da carta também exigir mana azul me dá a impressão que talvez seja a hora de Mindlock Orb achar um lar. Ambas as cartas tem as mesmas exigências e habilidades relevantes no formato, e além disso complementárias.

Parasitic Strix - 2U
Artifact Creature - Bird (Common)
Flying
When Parasitic Strix comes into play, if you control a black permanent, target player loses 2 life and you gain 2 life.
2/2
Kill condition eficiente em Aluren, que fica interessante com um bounce eficiente pro Aluren que é o...
Sedraxis Alchemist - 2B
Creature - Zombie Wizard (Common)
When Sedraxis Alchemist comes into play, if you control a blue permanent, return target nonland permanent to its owner's hand.
2/2


Telemin Performance - 3UU
Sorcery (Rare)
Target opponent reveals cards from the top of his or her library until a creature card is revealed. Put all noncreature cards revealed this way into that player's graveyard, then put the creature card into play under your control.
Um dia na vida, se Long for um arquétipo muito presente, essa carta pode arrumar um slot ou 2 em sideboards. A carta é geralmente horrível, mas ser um Battle of Wits em alguns matchups não é desprezível.


Nyxathid - 1BB
Creature - Elemental (Rare)
As Nyxathid comes into play, choose an opponent.
Nyxathid gets -1/-1 for each card in the chosen player's hand.
7/7
Isso é o novo Negator. As pessoas vão insistir que é uma máquina em listas de monoblack recheadas de descartes. Enquanto a carta tem seu charme, acho que precisa de coisa demais dando certo pra fazer o que deveria. Na maior parte do tempo, vai ser uma criatura 3/3 por 3 manas. Pequeno ou trabalhoso demais em termos do Legacy. A única “vantagem” em relação ou Tombstalker é a interação com Dark Confidant.

Salvage Slasher - 1B
Artifact Creature - Human Rogue (Common)
Salvage Slasher gets +1/+0 for each artifact card in your graveyard.
1/1
Acho pouco provável que Affinity consiga fazer caber essa criatura. Em listas muito baratas, isso ganha seu espaço.



Wretched Banquet - B
Sorcery (Common)
Destroy target creature with the least power or tied for least power.
Removal sem preconceito por 1 é sempre digno de nota. Banquet tem a habilidade de lidar com Tombstalker (que é raríssimo em remoções pretas) Se o ambiente for aggro control, essa carta se mostra de valor. É digno de nota que ela matará Lacaios e Piledrivers.

Banefire - XR
Sorcery (Rare)
Banefire deals X damage to target creature or player.
If X is 5 or more, Banefire can't be countered by spells or abilities and the damage can't be prevented.
Melhor X spell, se algum dia alguém precisar de um. Acho difícil, no entanto.

Hellspark Elemental - 1R
Creature - Elemental (Uncommon)
Trample, haste
At end of turn, sacrifice Hellspark Elemental.
Unearth {1}{R}
3/1
Acho que não se garante.


Viashino Slaughtermaster - 1R
Creature - Viashino Warrior (Uncommon)
Double strike
{B}{G}: Viashino Slaughtermaster gets +1/+1 until end of turn. Play this ability only once each turn.
1/1
A criatura mais barata com Double Strike. Pode vir a ser aplicada em algum zoo. Nesse caso, acredito que listas com preto sejam mais adequadas do que que com branco. Isso porque a resistência do Slaugthermaster deixa a desejar, e Snuff Out poderia ser usado pra remover blockers.

Matca Rioters - 2G
Creature - Human Warrior (Common)
Domain - Matca Rioter's power and toughness are each equal to the number of basic land types among lands you control.
*/*
Mais uma carta com potencial de jogar no Domain Zoo. Enquanto o deck não tem mostrado resultados no Eternal, a lista da cartas com qualidade vem crescendo bastante, por exemplo...

Might of Alara - G
Instant (Common)
Domain - Target creature gets +1/+1 until end of turn for each basic land type among lands you control.
8 Mights podem fazer parte da massa crítica pra um aggro mais eficiente que Goblins no formato.

Noble Hierarch - G
Creature - Human Druid (Rare)
Exalted
{T}: Add {G}, {W} or {U} to your mana pool.
0/1
Birds só vê jogo em Survival, que usa B e R. Acho difícil ver jogo nos decks atuais, mas é uma carta com um Power level respeitável e que fica na lista de coisas pra gente lembrar de usar no futuro.

Knight of the Reliquary - 1GW
Creature - Human Knight (Rare)
Knight of the Reliquary gets +1/+1 for each land card in your graveyard.
{T}, Sacrifice a Forest or Plains: Search your library for a land card, put it into play, then shuffle your library.
2/2
Essa carta é boa. Ela não morre pra Relic of Progenitus e permite diversas jogadas bonitinhas com terrenos, mas eu não sei se enxergo lugar pra ela nas listas de Aggro Loam. Seu lar mais provável é ressuscitando listas de Terrageddon. 3 manas pra uma criatura 4/4 ou 5/5 não é desprezível.

Progenitus - WWUUBBRRGG
Legendary Creature - Hydra Avatar (Mythic Rare)
Protection from everything
If Progenitus would be put into a graveyard from anywhere, reveal Progenitus and shuffle it into its owner's library instead.
10/10
Illus. Jamie Jones
É-vé-ri-tin-gue. Essa criatura não pode ser removida no Vintage. É o monstro certo no Oath.

Shambling Remains - 1BR
Creature - Zombie Horror (Uncommon)
Shambling Remains can't block.
Unearth {B}{R}
4/3
Certamente merece espaço em listas de Red Death. O custo de Unearth é muito bom. Não que Red Death seja lá tudo isso...

Reliquary Tower
Land (Uncommon)
You have no maximum hand size.
{T}: Add {1} to your mana pool.
Muito, mas muito talvez isso veja jogo como 1-of em algum hard control. Essa carta faz Standstill ser ainda mais brutal.


Por fim, Conflux é uma coleção honesta pra Eternal. Traz a tradicional dúzia de cartas a serem testadas. Possivelmente, metade delas vai ver algum jogo. Ao contrário do caso de Shards of Alara, Conflux parece não trazer nenhum flagship de novos arquétipos. Com isso, tanto o Legacy quanto o Vintage tendem a manter suas feições atuais. Se eu fosse colocar meu dinheiro em maior potencial de novidade, apostaria em Blue Stax, com Master Transmuter e Mindlock Orb, mas só o tempo dirá se o deck se garante.



Bom, agora vem aquela listinha que só serve pra gerar polêmica:

Conflux: Top5 Eternal

1 - Path to Exile
2 - Progenitus
3- Knight of the Reliquary
4- Esperzoa
5- Master Transmuter
Espero que tenham gostado. Isso acabou ficando bem mais longo do que eu achei que ia ficar.
Gostaria de ouvir as discordâncias.

Aquele abraço e um carinho de mãe,

Potira.











Espero que todos tenham gostado, créditos especiais para o autor. =)

Teve um comentário no meu último post que muita gente não comenta aqui porque não tem conta... pode parecer só um blefe meu e tudo mais, mas acreditem, não é: Criem uma conta e pensem em comentar, talvez não agora (porque brasileiro nunca faz nada com antecedência ;P ), mas preparem-se, porque algumas parcerias estão sendo formadas, e acreditem, daqui a pouco vai valer a pena comentar aqui! Não percam!

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